Thursday, February 14, 2013

A Menina que Roubava Livros, por Markus Zusak


     Sinopse
''Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times".
Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.
E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de rouba-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.
Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhece-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.''

     Ler este livro me fez mudar minha ideia de Morte. Percebi o lado poético da vida pela visão da mesma ( Contrariamente a todos os clichês de hoje em dia que abarrotam as prateleiras das livrarias, sim, a narradora aqui é a Morte), e como ela pode ser romântica.
     Uma vez que a narradora é imortal, ela retorna e adianta o tempo várias vezes, expondo sua opinião sobre tudo, e percebemos que a mesma realmente se importa com a humanidade.
     O contexto se passa na 2º Guerra Mundial, numa Alemanha Nazista. Crianças brincam de bola na rua: o avanço do terror da guerra sobre o enredo é bem sutil e não é cansativo, se fundindo á história com perfeição.
      Fiquei encantada com a forma do autor de abordar os assuntos como pobreza, amor ( Refiro-me aqui ao amor além do homem-mulher ), o nazismo, e claro, a Morte.
     A história de ''A menina que Roubava Livros'' é deliciosamente linda, e uma obra que me tocou.
     E não deixando de concordar com minha amiga Morte: 'Os seres humanos me assombram.'


Trecho: ''Você vai morrer. Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim.  Decididamente, eu sei ser animada, ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.''

Depressão pós-livro: 97%

Avaliação Final: 98%

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